Terapias Alternativas Funcionam?


Após receber um paciente com fortes dores no pescoço, decorrentes de sessões de Quiropraxia, realizada em uma clinica de Fisioterapia, aqui de Fortaleza, lembrei deste documentário. Ele é apresentado por Alan Alda e se chamava, “Avanços da Ciência”.

Neste episódio o tema são: As Terapias Alternativas.

Seria muito prudente que os conselhos profissionais estabelecessem critérios rigorosos para a aceitação dessas terapias.

Na psicologia havia a falsa justificativa de que tais terapias “se não melhorasse, não piorava o problema” (digo “falsa”, porque tal justificativa não levava em conta a frustração e diminuição das esperanças dos pacientes, aspectos muito importantes). Já na área fisioterápica, algumas técnicas podem piorar quadros inflamatórios e até causar danos irreversíveis, como mostra o documentário.

Logo quando começou o modismo das Terapias Alternativas, ou holísticas, o Conselho Federal de Psicologia proibiu o uso delas pelos psicólogos. Depois, cada terapia passou a ser avaliada especificamente e, caso mostrasse embasamento científico e tivesse relevância para ser utilizada pelos psicólogos, ela poderia ser aprovada.

Se sabemos que muitas pessoas não se preocupam com comprovações científicas, cabe aos profissionais se preocuparem em esclarecer os seus pacientes.  Luiz Alberto Hanns, presidente da Associação Brasileira de Psicoterapia, esclarece que não se trata de uma caça às bruxas. Afinal, as pessoas, têm o direito de escolher a terapia que quiserem. Mas elas têm, também, o direito de saber em que terreno estão pisando antes de fazer essa escolha.

É aí que reside uma das grandes preocupações dos Conselhos Profissionais. Para Hanns, “é necessário apenas distinguir o campo de cada um e deixar que os interessados escolham entre a prática clínica, o espiritualismo ou os astros”. A tarefa do Conselho, então, é avaliar e autorizar as práticas comprovadamente eficazes quando bem aplicadas técnica e eticamente, e  não simplesmente tentar combater o mercado. O risco maior é quando se aprova o uso de um procedimento visando, prioritariamente, a conquista do mercado e não a saúde das pessoas.

Fica aí, a sugestão para as outras profissões!

Referência: Terapias Alternativas e a Ética na Psicologia.