Leon Vasconcelos/ Janeiro 4, 2011/ Publicações

O que é hipnose?

A hipnose é uma técnica psicológica usada para se comunicar com a parte mais profunda da mente, o inconsciente. Os psicólogos e médicos usam essa técnica com a intenção de gerar novos comportamentos e obter o controle voluntário de reações involuntárias, como, por exemplo, a redução da pressão arterial, a produção ou diminuição de hormônios, diminuição ou aumento da sensibilidade, e a modificação de pensamentos e crenças disfuncionais, como nos casos de fobias e síndrome do pânico.

Muitos pensam que a hipnose é um estado relaxado semelhante ao sono. No entanto, ela é o seu oposto. Embora o corpo possa relaxar, a mente continua ativa e processando muitas informações, semelhante ao estado de sono R.E.M., momento no qual nós sonhamos. Os psicólogos usam esse “sonhar desperto” para facilitar a terapia e explorar o potencial criativo de seus pacientes.

Durante a hipnose você não fica inconsciente, como se estivesse desmaiado, provavelmente, você vai lembrar de tudo que aconteceu. Você vai ouvir o que o terapeuta diz e pode decidir seguir a sugestão, ou não. Obviamente, diferente da hipnose da TV, as sugestões realizadas pelos hipnoterapeutas especializados estão de acordo com a ética médica. As sugestões e orientações visam unicamente o crescimento pessoal e cura de patologias. Mas boa intenção não basta, o psicoterapeuta tem que saber o que está fazendo. Sólida formação acadêmica e boas recomendações profissionais são indicadores importantes na escolha do profissional.

O Conselho Federal de Medicina e a Organização Mundial de Saúde- OMS recomendam o uso da hipnose como coadjuvante no tratamento de variedade de doenças físicas, psicossomáticas e como um meio de abreviar os tratamentos psicológicos. A Hipnose Clínica é a intervenção com o maior número de trabalhos científicos publicados, são mais de cem mil artigos, projetos e estudos empíricos, relatando resultados positivos em diversas áreas da saúde (Nash, 2001).

Com a ajuda das técnicas da hipnose se é capaz de modificar estados dolorosos, modular a atividade do sistema nervoso autônomo (sono, concentração, memória), fortalecer o sistema imunológico e regular o metabolismo hormonal. Efeitos que oferecem enorme potencial no tratamento da saúde e na promoção da qualidade de vida.

A Hipnoterapia?

Hipnoterapia é quando se associa técnicas da hipnose com as terapias psicológicas. Ela tem sido usada para uma grande variedade de tratamentos, que vão desde tratamentos parar de fumar, até tratamentos para o aumento dos seios.

Em uma pesquisa comparando a eficácia das várias formas de psicoterapia, os pesquisadores concluíram que a hipnoterapia teve a maior taxa de recuperação em um curto período de tempo, como seguem abaixo:

­Psicanálise: 38% de recuperação, após 600 sessões (11anos e meio);
­Terapia Comportamental: 72% de recuperação, após 22 sessões (6 meses); ­
Hipnoterapia: 93% de recuperação, após 6 sessões (1 mês e meio).

– A hipnose clínica é um procedimento BREVE, OBJETIVO, RESOLUTIVO e SEGURO, amparado em fundamentos científicos comprovados e que modifica os padrões cerebrais.

– Não é necessário interromper tratamentos em andamento para iniciar o tratamento pela Hipnose Clínica. Ao contrário, na maioria das vezes os tratamentos interagem de maneira benéfica ao paciente potencializando os efeitos entre si.

– Promove uma reabilitação física e mental em períodos mais breves do outros tratamentos.

– É um método não farmacológico e não invasivo com eficácia comprovada no tratamento de DORES AGUDAS e CRÔNICAS (Barber, 2000; Lang 2000), recuperação física de QUEIMADURAS e FRATURAS ÓSSEAS (Ginandes, 1999),  além de doenças psicossomáticas.

Referências

BARRIOS.A. A. Hypnotherapy: a reappraisal. Phychoterapy: theory, research and pratice, 1970.
GINANDES, C. S.;  ROSENTHAL, D. I. Using hypnosis to accelerate the healing of  bone fractures: a randomized controlled pillot study. Alternative therapies in health medicine, v.5, n.3, p.67-75. 1999.
LANG, E. V; BENOTSCH, E. G; FICK, L. et all. Adjunctive non-pharmacological analgesia for invasive medical procedures: a randomised trial. The Lancet. Vol. 355(9214) 29 April 2000.
NASH. M. R. The Status of Hypnosis as an Empirically Validated Clinical Intervention: a preamble to the special issue. International Journal of clinical and Experimental Hypnosis, v.48, n.2, p.107-112. 2000.

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