Modalidades de Atendimento


Terapia Breve

O trabalho da terapia breve é atuar de modo imediato e preciso na alteração de comportamentos problemáticos em situações de crise e emergências emocionais.

As intervenções são realizadas visando a recuperação rápida e pontual de traumas, medos, bloqueios, estados de depressão e tristeza.

O foco deste tipo de intervenção é o rápido restabelecimento do cliente aos patamares aceitáveis de interação social. Não se faz, portanto, a analise detalhada da cadeia de comportamentos e a identificação das causas dos comportamentos disfuncionais. O que implica na sua recuperação rápida, mas não garante durabilidade dos efeitos a médio e longo prazos.

Como Funciona

As sessões tem periodicidade semanal, ou nais de uma vez por semana. Os objetivos são estabelecidos juntamente com o diagnóstico geral da situação.

Procedimentos e técnicas variadas podem ser usadas na terapia breve, como: técnicas de relaxamento, imaginação criativa, hipnose clínica, regressão de memória, restruturação cognitiva, RPG, bio e neurofeedback, modelagem, contra condicionamento, etc.

Analise do Comportamento

Trabalho terapêutico que visa estabelecer vínculo e proximidade afetiva com o cliente, a fim de trabalhar aspectos mais detalhados e difíceis da sua interação social.

Este tipo de modalidade não se foca em ganhos rápidos, mas na consistência das mudanças dos comportamentos, no autoconhecimento e no crescimento pessoal.

Na Terapia Breve a intervenção pode inibir as crises de pânico do paciente, mas não dá garantia da duração dessa melhora. Já na Terapia Analítica Comportamental o foco é a análise das causas dos sintomas e o desenvolvimento  de comportamentos que eliminem, de maneira duradoura, os prolemas comportamentais tratados.

Medicina Comportamental

Eficácia e Tempo de Tratamento

Um dos tratamentos mais eficientes dentre as terapias disponíveis, fundamentada em evidências clínicas e estudos experimentais controlados.

O tempo de tratamento é individual e depende de variáveis, tais como: o tipo de problema, a gravidade, o tempo de início dos sintomas, a presença ou ausência de suporte social, ao repertório de habilidades sociais e  demais demandas individuais do cliente.

É possível traçar um comparativo entre terapias, mas não se pode precisar as respostas específicas de cada paciente*.

Segundo pesquisa de Barrios (1970), o número médio de sessões para obtenção de resultados de tratamentos, foram os seguintes:


Psicanálise: 11 anos e meio - 600 sessões 38%
Terapia Comportamental: 6 meses - 22 sessões 72%
Hipnoterapia: 1 mês e meio - 6 sessões 93%


Recentes estudos mostraram que o treinamento breve de Terapeutas Cognitivos Comportamentais em procedimentos da Terapia Analítica Funcional - FAP, ampliou consideravelmente a eficácia da própria terapia cognitiva (Tasai, 2014, 2)

Terapia, Hipnose e Hipnoterapia

A hipnose é um recurso optativo na psicoterapia. Ela sozinha não é terapia e não oferece modelo de análise clínica dos comportamentos. É, portanto, uma técnica  de intervenção usada em situações específicas.

A aplicação da hipnose não deve ser realizada sem uma boa Avaliação Funcional, salvo em casos emergenciais. O uso de intervenções avulsas pode dar uma rápida sensação de bem-estar, mas encobrir os sintomas que precisam ser identificados e analisados para que mudanças duradouras possam ser obtidas.

Referências

Barrios, Alfred A. Hipnoterapia: uma reavaliação (Hypnotherapy: a reappraisal, 1970).

Kohlenberg; Kanter; Bolling; Parker;Tsai. (2002). Enhancing cognitive therapy for depression with functional analytic psychotherapy: Treatment guidelines and empirical findings. Cognitive and Behavioral Practice. V. 9, Issue 3, 213–229.

Tsai, M., McKelvie, M., Kohlenberg, R., & Kanter, J. W. (2014, December). Functional analytic psychotherapy (FAP): Using awareness, courage and love in treatment. [Web Article].

 

 

Orientacao Psicologica

Indicado para pais, educadores, ou pessoas que enfrentam dificuldades de relacionamento, conflitos emocionais, crises existenciais, profissionais, ou simplesmente que buscam obter entendimento não tendencioso sobre algum aspecto de sua vida.
Os encontros tem uma função psicoeducativa e ajuda o cliente a perceber os mecanismos de controle sobre o seu comportamentos; compreender os caminhos a serem percorridos para a superação das dificuldades; orientação em relação a formas de lidar com problemas e comportamentos, etc.

Hipnose e Hipnoterapia

O que é Hipnose Clínica

É um procedimento que visa à alteração das sensações e percepções (controle de estímulos) por meio da apresentação de estímulos verbais antecedentes (controle por regras). Durante esse procedimento o comportamento do cliente torna-se mais sensível para responder às instruções verbais do terapeuta (modelagem) do que às estimulações do ambiente físico.

Para que serve

É muito útil em situações de exposição a estimulações aversivas. Considera-se estimulação aversiva qualquer procedimento, ou situação, produtora medo, tensão, desconforto, ou dor.

Indicações

Indicado para pessoas muito sensíveis aos estímulos de exames e tratamentos médicos dos mais variados, tais como: exame de sangue, tomografias e ressonâncias, punções, hemodiálise, tratamento de fraturas e queimaduras, tratamentos de câncer, tratamentos dentários, entre outros.

Limites

O controle exercido pelo profissional aplicador da hipnose é momentâneo e circunscrito àquela situação clínica específica. O efeito do controle hipnótico tende a desvanecer com o término da aplicação. Necessitando ser reaplicado até a finalização do tratamento.

Como é usada na Psicoterapia

É especialmente útil nas terapias breves e nos casos de atendimentos de emergências. Na psicoterapia convencional – que visa mudanças duradouras do comportamento - o uso da hipnose é limitado e restrito a ativação comportamental (método que ajuda a identificar classes de comportamentos disfuncionais e modificar comportamentos).

O que a hipnose não é

Não é uma terapia independente, sendo necessária uma abordagem global e não apenas a aplicação da técnica. O procedimento é coadjuvante, ou auxiliar, ao do tratamento médico ou psicológico. Os sintomas "anestesiados" com a hipnose podem retornar mais fortes, por isso, é necessário identificar suas causas comportamentais e empreender novos repertórios de habilidades que garantam a superação do problema.


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