Leon Vasconcelos/ Maio 2, 2011/ Publicações

hipnose feridasSegundo a  The Harvard Gazette  o uso da hipnose pode contribuir para elevar a velocidade de cicatrização de feridas de origem cirúrgica.  Ver texto original em inglês.

A paciente Marie McBrown foi convidada para testar se a hipnose a poderia ou não a sarar as cicatrizes de uma cirurgia nos seios. Maria e outras dezessete mulheres se submeteram a uma cirurgia de redução dos seios. “Esta é uma operação bastante comum nas mulheres com grandes seios, e que provoca dores nas costas e nos ombros, interferindo nas tarefas rotineiras e causando problemas sociais e psicológicos”.A dor e o processo de cicatrização desta cirurgia são bastante conhecidos.

Uma equipe de pesquisadores chefiados por Carol Ginandes da Harvard Medical School e Patricia Brooks do Union Institute de Cincinnati quiseram determinar se a hipnose poderia ajudar na cicatrizar e recuperação de ferimentos em um menor espaço de tempo.
“Sabe-se que a hipnose tem sido utilizada na medicina ocidental há mais de 150 anos no tratamento de várias doenças e transtornos, desde a ansiedade até a dor e até para aliviar a náusea causada pela quimioterapia ou ainda para melhorar o desempenho desportivo”, afirma Ginandes.

Uma lista de aplicações da hipnose fornecida por Carol, inclui o tratamento de fobias, pânico, baixa auto-estima, insônia, disfunções sexuais, estress, tabagismo, colite, verrugas, dores de cabeça, hipertensão, entre outras. “Em todos estes usos práticos a hipnose pode ajudar uma pessoa a sentir-se melhor,” continua Carol. “Também estou interessada no uso da hipnose para ajudar as pessoas a melhorar fisicamente. Isto significa usar a mente para fazer mudanças estruturais no corpo, e para acelerar a cura ao nível da cicatrização.”

Há quatro anos, Carol Ginandes e Daniel Rosenthal, (professor de radiologia da Harvard Medical School), publicaram um relatório sobre o seu estudo no uso da hipnose para acelerar a regeneração de ossos quebrados. Eles recrutaram doze pessoas com tornozelos quebrados e que não necessitavam de cirurgia, tendo recebido um tratamento normal no Massachusetts General Hospital, de Boston.

Ginandes hipnotizou metade destes voluntários uma vez por semana durante doze semanas, enquanto a outra metade recebia apenas o tratamento normal. A mesma médica aplicou o gesso e outros cuidados, e o mesmo radiologista tirou radiografias regulares para monitorizar o progresso da cura. Um radiologista que avaliou as radiografias não sabendo quais os pacientes que se submeteram à hipnose e os que seguiam um tratamento standard, depois desta avaliação conclui que os pacientes que tiveram hipnoterapia curaram-se mais rapidamente do que aqueles que receberam o tratamento convencional.

Seis semanas após a fractura, os pacientes do grupo da hipnose apresentaram uma cura equivalente a de oito semanas e meia.

FONTE: www.harvard.edu

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