Leon Vasconcelos/ Fevereiro 10, 2012/ Publicações/ 0 comments


Exercer a psicologia clínica representa um mergulho arriscado em águas profundas e desconhecidas.
Neste mergulho o psicólogo exerce a função de um topógrafo, que busca mapear o exterior repleto de medo, culpa, raiva, sofrimento, frustrações e experiências traumáticas.
É uma experiência que demanda envolvimento verdadeiro e mobilização, exigindo uma observação atenta e precisa, pois se está envolto em águas confusas.
É uma jornada que impõe a quebra das suas próprias expectativas e juízos de valor. A lógica deste oceano o desafia, exige respeito, o exterior é sombrio e pode ser perigoso.
O seu oxigênio é suprido pela íntima convicção de que este ambiente pode ser explorado, desvendado e compreendido. Aos poucos, você começa a se habituar, começa a encontrar padrões e entender as relações. E, por incrível que pareça, descobre que a luz que vem de cima não é mais necessária, pois à medida que você afunda as águas começam a clarear, há luz própria vindo lá do fundo.
Uma luz que clareia tudo de uma só cor, mas que permite revelar os melhores caminhos, os mais seguros e também os mais deslumbrantes e significativos.
Esta é a hora que o mergulhador tem que voltar para a superfície. Está na hora de iniciar a descompressão, chegar à superfície, tirar os equipamentos, despir  a roupa de mergulho, e então, respirar livremente.
No final, o resultado do seu trabalho se traduz em um convite seguro e saudável para que outras pessoas realizem as suas próprias explorações, as suas próprias descobertas mais profundas, guiadas pela confiança em um bom guia.

Leon Vasconcelos, Psy Ms.
Diretor da Comportamento.Net

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