Leon Vasconcelos/ Dezembro 11, 2013/ Publicações

Diferente do que se pensa, a fobia não é uma relação linear de um Estímulo (objeto fóbico) – e uma Resposta (medo, pavor). Entre o estímulo e a resposta há uma história de aprendizagem (interação) tornou o evento (estímulo) capaz de evocar uma reação comportamental específica (tensão, medo, pensamento de perigo, antecipação, etc). Pesquisas recentes têm indicado que a “tendência ao medo” pode ser passada geneticamente para gerações seguintes (embora ainda seja muito cedo para compreender os detalhes e limites desses dados).

De qualquer forma, aranhas, baratas, cobras, fantasmas, são objetos repletos de representações sociais negativas e isso é algo significativo na aprendizagem da expressão do medo e da aversão, pois copiamos o comportamento de outros humanos sem nos darmos conta disso (esse processo é chamado de modelação, ou aprendizagem vicariante).

Basicamente, a pessoa pode aprender a manifestar o medo, após ver alguém se comportamento com medo; ou ter o eu comportamento controlado por regras, quando ela nunca entrou em contato direto com o objeto temido, mas as pessoas lhe transmitiram – via verbal – o medo;  ou ao passar por situações nas quais o próprio objeto, ou situação, causou medo, dor, tensão, ou pavor (experiência direta). Na maioria das vezes, porém, o medo fóbico é resultado do conjunto dessas interações: experienciais e verbais associadas.

Tratar a fobia como uma associação clássica entre um objeto e uma resposta emocional é uma forma simplista de se compreender a fobia. Vista deste modo, se esquece do principal, o comportamento manifestado socialmente como pedido de ajuda, auxílio, atenção e cuidados.

Portanto, o tratamento das fobias não deve ser entendido como algo mecânico, mas como uma oportunidade de se compreender o estabelecimento de relações sociais em situações de busca de auxílio, proteção e fuga.

Leon Vasconcelos
www.comportamnto.net

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