Leon Vasconcelos/ Fevereiro 16, 2014/ Publicações


Conheça alguns procedimentos usados nas psicoterapias

Hipnose Clínica/Médica/Odontológica

Técnica que promoveu o surgimento das psicoterapias. É anterior ao
surgimento da própria psicologia. Fundada pelo médico austríaco, Dr Anton Mermer (1721-1789), utilizava a influência verbal para o tratamento das neuroses, sem usar nenhum recurso químico, ou físico.

A técnica de Mesmer passou a ser utilizada como único recurso disponível para realização de analgesia em cirurgias de médio e até grande porte (o relato dessas cirurgias por ser consultado em James Esdaile, 1946).

Com a descoberta da anestesia química, a hipnose se tornou secundária. Atualmente, ela é utilizada como coadjuvante no tratamento hospitalar e médico-odontológico, ou como ferramenta auxiliar na psicoterapia.

Indicações: casos pontuais  de medo e ansiedade específicos: exames de sangue, tomografia, ressonância; auxiliar no controle da pressão arterial; coadjuvante em tratamentos dentários, cirurgias e tratamento de queimaduras e fraturas; no treinamento em parto normal sem dor e técnicas de  autocontrole para desportistas.

Contra-Indicações: uso da técnica para inibição rápida de sintomas causados por transtornos psicológicos, supostamente, oferecidos como tratamentos para esses transtornos, ou direcionamento de comportamentos e valores.

Psicoterapia, ou Hipnoterapia, Breve e Focal

O termo “psicoterapia” indica algo que deve ter começo, meio e fim (análise, intervenção e resultados). Assim, a terapia breve é indicada o tratamento de problemas específicos que não sejam tão restritos como nos casos que se usa a hipnose clínica, e nem tão complexos que necessite de maior envolvimento e conhecimento das funções comportamentais.

Indicações: casos de menor complexidade, como alguns tipos de fobias, ansiedade generalizada, sintomas psicossomáticos, tensão antecipatória antes de provas e problemas comportamentais recentes. Há uma melhora substancial em curto período. A psicoterapia breve varia de 12 a 36 sessões e limita-se a trabalhar conflitos de baixa complexidade.

Análise Clínica do Comportamento e Psicoterapia Analítica Funcional

Esta é a modalidade terapêutica mais indicada na psicoterapia, pois proporciona os melhores resultados em avaliações de longo prazo (estudos follow up).

Objetiva proporcionar um ambiente para o autoconhecimento, verificando detalhes das relações entre o cliente e o ambiente biopsicosocial, ajudando-o na identificação de padrões comportamentais inconscientes e disfuncionais. O analista identifica comportamentos inconsciente, que acontecem durante a sessão, e realiza discriminações que dão ao paciente maior poder percepção e controle da sua vida.

Indicações: nos casos em que os padrões comportamentais estão bem estabelecidos e envolvem mais do que um resposta objetiva. Quando envolve a somatização dos  sintomas, ansiedade aguda, depressão e sofrimento intenso, ou crônico, ou quando não houve resultados eficientes com as terapias breves.

O diferencial para as demais terapias é o foco em comportamentos que podem ser verificáveis e não apenas relatados como melhora subjetiva (eficácia percebida). Assim, se enfatiza o comprometimento com a terapia baseada em evidências (eficácia clínica) verificando a ampliação e enriquecimento do repertório comportamental.

Share this Post