Leon Vasconcelos/ Março 24, 2016/ Hipnose Clínica, Publicações/ 0 comments


hipnose_fortaleza_Leon_Vasconcelos_comportamento.netO que é Hipnose Clínica

É um procedimento que busca alterar a percepção das sensações por meio do controle de estímulos verbais antecedentes. Durante esse procedimento o comportamento do hipnotizado se torna mais sensível às instruções verbais do terapeuta sobrepondo-se às estimulações do ambiente físico (vídeo).

Para que serve

É útil nas situações de exposição a estimulações físicas aversivas. Considera-se “estimulação aversiva” qualquer procedimento, ou situação, produtora de medo, tensão, desconforto, ou dor.

Indicações

Nas clínicas e hospitais pode ser usada para realização de exames e tratamentos médicos dos mais variados, tais como: exame de sangue, tomografias e ressonâncias, punções, hemodiálise, tratamento de fraturas e queimaduras, tratamentos de câncer, tratamentos dentários, entre outros.

Limites

O controle exercido pelo profissional de saúde, aplicador da hipnose clínica, é momentâneo e circunscrito à situação específica. O efeito da sugestão hipnótica tende a desvanecer com o término da aplicação. Necessitando ser reaplicado novamente, até a finalização do tratamento.

Como é usada na Psicoterapia

Pode ser usada nas terapias breves e nos casos de atendimentos de emergência. Já na psicoterapia convencional é preciso avaliar as causas do problema e não só remediar os sintomas, uma vez que se busca efetivar mudanças duradouras no comportamento  – sendo a hipnose limitada a ativação comportamental (um tipo de teste imaginativo no qual a pessoa vivencia a situação temida).

O que a hipnose não é

Não é uma terapia independente. É necessário uma abordagem psicológica e não apenas realizar a aplicação da técnica. O procedimento é coadjuvante, ou auxiliar, ao tratamento médico e psicológico.

Confusões acontecem quando pessoas sem a devida preparação – técnica, ética e emocional – aprendem a técnica e ficam vislumbradas com os efeitos momentâneos do procedimento. Movidas por uma sensação gloriosa e ilusória de poder, passam a acreditar que possuem poder de curar as pessoas.

A redução dos sintomas, no curto prazo, relatada pelos clientes como, sensações de melhora, bem estar e cura, pode produzir dupla ilusão de eficácia, tanto no cliente, como no terapeuta.*


* Este efeito de “eficácia percebida” é um viés que deve ser controlado para evitar a ilusão de eficácia. Ele pode ser demonstrado no estudo com um grupo de mulheres idosas, submetidas ao tratamento de rejuvenescimento fácial por acupuntura**. Fotos das rugas faciais foram batidas antes e depois das intervenções. Após três meses de tratamento, tanto as mulheres quanto o terapeuta, estavam convictos das mudanças ocorridas. Eles olhavam as fotos e “viam claramente as mudanças” . Porém, o supervisor e outras pessoas não participantes do estudo não notavam qualquer diferença, no antes e depois. A contagem das rugas também não havia mudado e esse efeito de melhora subjetiva foi chamado de “eficácia percebida”. A relação de acolhimento e vínculo positivo entre as voluntárias e o terapeuta é provavelmente o principal responsável pela mudança na percepção das pessoas envolvidas (tal como acontece na hipnose), fazendo-as acreditarem – e verem – mudanças físicas onde essas não ocorreram. Por outro lado, a “eficácia clínica” seria observação consensualmente verificáveis das mudanças fisiológicas ou comportamentais quantificáveis no curto, médio e longo prazo.
**Fonte:
http://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFOR_55ec48218f6fdc65585189efe29242f8/Description#tabnav

 Leon Vasconcelos, Psy.D.
psicólogo clínico
fundador Comportamento.Net
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